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O cálculo de independência financeira, feito junto com você

Quanto você precisa acumular e quando poderá deixar de depender da renda do trabalho.

O gráfico mostra quanto aportar por mês (o valor que você guarda e investe todo mês) para manter o padrão de vida que você deseja, em dois caminhos: preservando o patrimônio ou usando o patrimônio acumulado até a idade planejada.

1O exemplo

Uma pessoa de 37 anos que quer parar de trabalhar aos 59.

Ela planeja viver de renda até os 95 anos e quer manter, na aposentadoria, os mesmos R$ 20.000 por mês de hoje. Estes são os dados do exemplo:

  • Idade hoje37 anos
  • Quer parar de trabalhar aos59 anos
  • Quer renda até os95 anos
  • Renda desejada na aposentadoriaR$ 20.000 por mês
  • Renda mensal hojeR$ 20.000
  • Gasto mensal hojeR$ 15.000
  • Investimentos hojeR$ 300.000já entram no cálculo
  • Patrimônio imobilizadoR$ 1.000.000casa, carro, negócio: não entra no cálculo
2O que o cálculo mostra
Ponto de partida15,49%

da independência financeira até os 95 anos já está construída hoje. Para chegar aos R$ 20.000 por mês, existem dois caminhos: aportar mais todo mês ou aceitar retirar menos.

Para retirar R$ 20.000 por mês dos 59 aos 95 anos, quanto aportar por mês até lá?

Vivendo só do rendimento R$ 12.673 por mês

Aos 59 anos, o patrimônio acumulado seria de cerca de R$ 6,1 milhões. Ela retira R$ 20.000 por mês só com o rendimento, o patrimônio fica intacto e a renda pode durar para sempre.

Consumindo o patrimônio R$ 9.175 por mês

Aos 59 anos, o patrimônio acumulado seria de cerca de R$ 4,6 milhões. Ela retira R$ 20.000 por mês e o dinheiro vai acabando aos poucos, até chegar a zero aos 95 anos.

E se não houver novos aportes, quanto dá para retirar por mês?

Vivendo só do rendimento R$ 2.343 por mês

Sem aportes, o patrimônio aos 59 anos seria de cerca de R$ 718 mil. Retirando esse valor, o patrimônio fica intacto e a renda dura para sempre.

Consumindo o patrimônio R$ 3.098 por mês

Com o mesmo patrimônio, o dinheiro vai acabando aos poucos e chega a zero aos 95 anos.

Mantendo os R$ 20.000 por mês Só até os 63 anos

Sem novos aportes, o patrimônio acumulado não sustenta a renda desejada: ele acaba aos 63 anos, bem antes dos 95.

Os aportes precisam ser reajustados todo ano pela inflação.

3O gráfico

Como ler o gráfico. A linha de baixo mostra a idade, dos 37 aos 95 anos. A legenda abaixo do gráfico explica cada linha, com os valores. Em resumo: nos dois caminhos de aporte, o patrimônio cresce até os 59 anos. Depois disso, no caminho que preserva o patrimônio ele se mantém, e no que consome o patrimônio ele diminui até chegar a zero aos 95 anos. As outras duas linhas mostram quanto a pessoa poderia retirar por mês sem fazer novos aportes. O patrimônio acumulado aparece em verde; quando fica vermelho, o dinheiro acabou antes do planejado.

Gráfico do exemplo: com aportes de R$ 12.673 ou de R$ 9.175 por mês, o patrimônio cresce dos 37 aos 59 anos. Depois, no primeiro caso ele se mantém e, no segundo, diminui até zerar aos 95 anos. Sem novos aportes, retirando R$ 20.000 por mês, o patrimônio acaba aos 63 anos.
  • R$ 12.673 por mês de aporte para manter o padrão de vida e preservar o patrimônio
  • R$ 9.175 por mês de aporte para manter o padrão de vida e consumir o patrimônio
  • R$ 2.343 por mês de retirada máxima para preservar o patrimônio, sem novos aportes
  • R$ 3.098 por mês de retirada máxima para consumir o patrimônio, sem novos aportes
  • Patrimônio acumulado ao longo das idades
  • Patrimônio em déficit: o dinheiro acaba antes do planejado
Exemplo ilustrativo. Na conversa, fazemos uma primeira projeção como esta com os seus dados.
4E agora?

Essa pessoa ganha R$ 20.000 e gasta R$ 15.000 por mês. Ela consegue poupar R$ 5.000.

Mas, para ter R$ 20.000 por mês na aposentadoria, ela precisaria aportar R$ 9.175 ou R$ 12.673 por mês. Com R$ 5.000, o padrão de vida que ela deseja não fecha.

Importante: a conta já parte dos R$ 300.000 que ela tem investidos hoje. O patrimônio imobilizado (casa, carro, negócio) não entra no cálculo. Sobram três caminhos:

Caminho 1

Viver com menos hoje

R$ 10.825 por mês para viver, em vez dos R$ 15.000 de hoje

Dos R$ 20.000 de renda, ela aportaria R$ 9.175 por mês. Assim chega aos 59 anos com o patrimônio necessário para retirar R$ 20.000 por mês, até os 95 anos.

Caminho 2

Viver com menos amanhã

R$ 12.308 por mês de renda na aposentadoria, em vez dos R$ 20.000 desejados

Ela mantém o padrão de hoje e aporta os R$ 5.000 que já consegue poupar, dos 37 aos 59 anos. O patrimônio vai sendo consumido e zera aos 95 anos.

Caminho 3

Trabalhar por mais tempo

66 anos para parar de trabalhar, em vez dos 59 do plano original

Ela segue aportando R$ 5.000 por mês por mais 7 anos, até o patrimônio ficar suficiente para os R$ 20.000 por mês.

Uma conta conservadora, de propósito

Como o prazo é muito longo, usamos inflação (IPCA) + 4% ao ano, uma taxa viável para projeções acima de 20 anos. Se colocássemos um número maior e ele não se confirmasse na média desses anos, quem sofreria as consequências no futuro seria o cliente.

Quanto mais você adia essa conta, mais difícil fica recuperar o tempo perdido.

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Nayra Sombra, planejadora financeira CFP®
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